Minimalismo...

dos tempos em que recarregava energias na "hora das gaivotas".
Faz tempo que deixei de as ver. Outro tanto que não assisto a um pôr do sol junto ao mar.
Porquê? Não sei! A vida mudou. Eu também.
As saudades, essas, prevalecem.
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dos tempos em que recarregava energias na "hora das gaivotas".
Faz tempo que deixei de as ver. Outro tanto que não assisto a um pôr do sol junto ao mar.
Porquê? Não sei! A vida mudou. Eu também.
As saudades, essas, prevalecem.

Em Marrocos era estranho ver gente vestida na praia.
Como será a partir de agora o "nosso" verão?
Veremos!![]()
Se há praia com verão. Ou se veremos, o verão sem praia.![]()
Entretanto, tentemos cuidar de cada um de nós o melhor que sabemos, para bem de todos.

Eu sei. Gelados não se podem guardar.
Uma caixa deles?
Para o senhor que os comia sôfrego e sem levantar o olhar, pareciam, os necessários para saciar a vontade.
Mãos pegajosas. Alheio. Sorvia um a um. O mais rápido que conseguia. Não podia desperdiçar merenda.
Na Batalha, o homem que comia gelados, fazia lembrar a criança que descobriu a porta do armário, com a caixa dos doces.
Fotografei discretamente a cena.
Pouco lhe importaria, eu acredito. Naquele momento, só os gelados, tinham importância e contavam.
Impressionante, pensei: vai ficar com dor de barriga.
Espero que tenha sido, uma dor doce. Soube-lhe bem. Via-se. Sentia-se.
Ainda se sente, quando olho os papéis atirados à pressa registados na imagem.
Hoje falo-te de saudade
Das horas que se arrastam
Dos longos dias de degredo
Aguardo silencioso por ti
Sentado num ponto que escolho - bem alto
Mesmo sabendo que não virás
Mato esta solidão que me invade
Na ilusão de sentir os teus passos
No toque da tua mão em meus braços
Contemplo a gente que chega
Sinto a outra que parte
Enquanto eu - espero
Espero e desespero de cansaço
Desta espera obstinada
Mesmo sabendo que também hoje – não virás.
De novo, no peito aperta-me a saudade
Até mim chega o cheiro a mar
Sinto o perfume a ti espalhado pelo ar
Ardem-me os olhos de tanto te procurar
Na praia, onde outrora caminhamos unidos
Nas ondas, que se deixavam tombar a nossos pés
Um arrepio percorre o meu corpo
Sinto que entardece
Não tarda, escurece
Sinto frio, sinto medo
Medo de mais um regresso à casa vazia
Às paredes silenciosas do nosso quarto
À cozinha outrora condimentada
À TV que olho sem ver
Que saudades da tua voz
Do riso que enchia a minha vida
E que levaste contigo para sempre
Partiste para longe
Sem te despedires
Sem me perguntar
Se também eu - queria partir…
E eu, continuo aqui – à espera de ti – à espera de nós
Divagações:flor=Eu