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Gosto de andar sem pressa, ainda que a impaciência tenha pressa e corra comigo.

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Gosto de andar sem pressa, ainda que a impaciência tenha pressa e corra comigo.

Desvendando

I
Adorno as pessoas com amor,
Não vejo diferenças,
Vejo semelhanças,
Universos de lembranças,
Silêncios,
Inseguranças,
Mistérios no olhar,
Paisagens construídas vida após vida,
( pois temos vidas em demasia,
mais talvez do que se gostaria...)
II
É preciso observar e absorver,
Todos,
Em todo lugar,
Com alma, com calma,
(Viajar)
Nos caminhos, nos carinhos
Chegar perto de mansinho,
(Procurar)
Pedacinho por pedacinho,
Talhar,
À sentimentos, o arquear das faces num sorriso...
Adentrar,
As salas, os cômodos, os destinos...
(até alçar-se à íntegra parte da metade)

Texto de Marcos André Carvalho Lins (tomei emprestado, porque gostei.)
publicado às 00:57

Só como um veleiro, junto ao cais...

Ausência (Vinícius de Morais)
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar seus olhos que são doces... Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres exausto... No entanto a tua presença é qualquer coisa, como a luz e a vida... E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto... E em minha voz, a tua voz... Não te quero ter, pois em meu ser tudo estaria terminado... Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados... Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada... Que ficou em minha carne como uma nódoa do passado... Eu deixarei...Tu irás e encostarás tua face em outra face... Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada... Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu... porque eu fui o grande íntimo da noite... Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa... Porque os meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. E eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos Mas eu te possuirei mais que ninguém, porque poderei partir. E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas, serão a tua voz presente, tua voz ausente, a tua voz serenizada.
publicado às 01:59

Pois devia!

 

Devia ser assim. Uma árvore é uma árvore.

Há palavras que calam os desejos da árvore.

Mancham o verde com que dizemos árvore.

Assustam os pássaros nos olhos da árvore.

Mudam as vontades fermentadas na haste.

Cansam a árvore até morrer de tédio.

Devia haver um letreiro em cada árvore, digo,

no rosto da floresta: "Silêncio. A ler o vento.".


Licínia Quitério
 
publicado às 01:26

Rubra

 

PAIXÃO PAPOILA
não
não desdenho a rosa
vermelha paixão acesa
só quero olhar a papoila
beleza vibrante e frágil
espalhando a rubra cor
na linha verde do campo.

não
não desdenho a rosa
mas paixão é a papoila
que arde bela em tempo escasso
dá-se viva à mão que a colhe
partilha o cetim das pétalas
e na mão amada morre
breve.

LIQUE

publicado às 20:29

Como uma aguarela

"Não te deixes destruir...

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces.

Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha

um poema.

E viverás no coração dos jovens

e na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.

Vem a estas páginas

e não entraves seu uso

aos que têm sede."

Cora Coralina

publicado às 00:22

"Enigma nas ruas"

 

"Caminho pelas ruas,
cada rosto uma história,
cada história uma vida,
cada vida um enigma.

Homens com olhares desertos,
olhares perdidos no tempo,
passos apressados,
seguindo seu rumo, que rumo?

Em meio a tanta gente,
o nada se estabelece,
o enigma predomina, mistérios,
em meu olhar resplandece."

 

retirado: aqui

 

publicado às 00:01

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