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florbytes

Gosto de andar sem pressa, ainda que a impaciência tenha pressa e corra comigo.

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Gosto de andar sem pressa, ainda que a impaciência tenha pressa e corra comigo.

Sim, eu sei...

....lá fora a chuva cai! Escuto-a, ora suave, ora apressada...

 

Subo a veneziana

Afasto a cortina

Contemplo: Gotas de chuva a deslizar

 

Embacio a janela

E vou riscando nela

Traços: De pingos difíceis de acompanhar

 

São cristais brilhando

Em valsa rodopiando

Passos: Que não aprendi a dançar

 

Vão, descaindo e unindo

Vão, unindo e descaindo

 

Admito por momentos - Estão rindo

Sinto nesse instante - Vão cantarolando

Aceito por fim – Não as posso controlar

 

Levanto os olhos ao céu

Cerro de novo o véu 

Deixo de ver a chuva tombar

 

Não mais a quero seguir

 Ficarei somente a ouvir

 Deixar-me-ei embalar

 

Até de novo...

Simplesmente, até. 

publicado às 00:01

Da minha janela

A arte de ser feliz

Houve um tempo em que minha janela
se abria sobre uma cidade que parecia
ser feita de giz. Perto da janela havia um
pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra
esfarelada, e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre
com um balde e, em silêncio, ia atirando
com a mão umas gotas de água sobre
as plantas. Não era uma rega: era uma
espécie de aspersão ritual, para que o
jardim não morresse. E eu olhava para
as plantas, para o homem, para as gotas
de água que caíam de seus dedos
magros e meu coração ficava
completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o
jasmineiro em flor. Outras vezes
encontro nuvens espessas. Avisto
crinças que vão para a escola. Pardais
que pulam pelo muro. Gatos que abrem
e fecham os olhos, sonhando com
pardais. Borboletas brancas, duas a
duas, como refelectidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem
personagens de Lope de Vega. Às
vezes um galo canta. Às vezes um
avião passa. Tudo está certo, no seu
lugar, cumprindo o seu destino. E eu me
sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas
felicidades certas, que estão diante de
cada janela, uns dizem que essas coisas
não existem, outros que só existem
diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender

 

Cecília Meireles

publicado às 00:01

Quando o dia...

 

 

Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu

E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
O sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu

Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.

Quando o dia entardeceu
O teu canto mudou
O teu corpo no meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
E o meu pé aterrou
Num instante apagou
O meu sonho morreu.

 

 

publicado às 00:01

Contraluz

 

Em contraluz vou perambulando

Pessoas, pensamentos, silhuetas

Com quem me cruzo e vou guardando

 

Fim da tarde; Fim do dia; Fim somente.

 

Deixem-me passar

Que tenho pressa

Deixem-me! Preciso ver

 

Ó gentes! Deixem-me correr

Enquanto há luz

Enquanto tenho esperança

 

Deixem-se sentir arrebatada

Com a luz que a minha vista alcança

 

Sombras, eu reconheço

O resto passa, e eu esqueço

 

Mas hoje, deixem-me prender às cores que me aquecem o olhar

 

publicado às 20:55

Estou-te a ver...

 

 

Gosto de gente
Que vive, que sente
Olha, e é contemplado

Sentir o sol que me bate no rosto
Que queima, bronzeia, encandeia de luz
E que tanto me seduz

É o dia de hoje que eu quero viver

Da vida do gato
Na janela fechada
Eu não desejo nada

Não quero a eternidade
Isso é tempo demais
Preciso viver como todos os mortais

Não se me fechem janelas
Não me tranquem portas

Eu preciso respirar
Eu preciso gritar
Eu preciso de ar

Que o gato fique com a ETERNIDADE
Eu preciso de LIBERDADE

 

ByDyda


 

publicado às 00:01

Sincronismo!

Sim! Às vezes...

 

Deixamo-nos cair no descontentamento

Entrançamos os braços e ignoramos os dias

Acreditando que surgirão gastos ou viciados

 

E porque fazemos imperar estes sentimentos

De que já pouca coisa estimamos

Cremos que só poderemos viver desapontados

 

Amigos: Afastemos o comodismo

Juntos: Espantemos o conformismo

Unidos: Lutemos contra a apatia

Sincronizados: A vossa será também minha alegria

 

 

publicado às 00:54

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