florbytes
registo de momentos ou situações que prenderam a minha atenção
Anoitece...
Silêncio
"Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,
quando azuis irrompem
os teus olhos
e procuram
nos meus navegação segura,
é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas."
Eugénio de Andrade
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Olhares...

...que se cruzam, ao longe, no mesmo horizonte.
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Quem carrega...
por gosto (?), não cansa! (?)
Quando muito, fica ainda mais "baixinho"...
Janeiro 2012 (frio, muito frio)![]()
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Mostro a parte...
Sou como os pássaros
Às vezes voando
Outras esvoaçando…
Mas sou por inteiro!
Levo asas em lugar de pés
Adapto a cadência
Aligeiro a marcha
E vou contrabalançando
Porque sou flâmula
Levitando ao vento
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Na paisagem do momento...
Chuva, caindo tão mansa,
Na paisagem do momento,
Trazes mais esta lembrança
De profundo isolamento.
Chuva, caindo em silêncio
Na tarde, sem claridade...
A meu sonhar d'hoje, vence-o
Uma infinita saudade.
Chuva, caindo tão mansa,
Em branda serenidade.
Hoje minh'alma descansa.
— Que perfeita intimidade!...
Francisco Bugalho
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Tempo...
“És precária e veloz, felicidade. Custas a vir, e, quando vens, não te demoras. Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo, e, para te medir, se inventaram as horas”.
Cecília Meireles
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Em cada coisa...
Sim, é ela própria, a coisa sem ser oculta,
Que mora nela.
Mas eu, com consciência e sensações e pensamento,
Serei como uma coisa?
Que há a mais ou a menos em mim?
Seria bom e feliz se eu fosse só o meu corpo -
Mas sou também outra coisa, mais ou menos que só isso.
Que coisa a mais ou a menos é que eu sou?
O vento sopra sem saber.
A planta vive sem saber.
Eu também vivo sem saber, mas sei que vivo.
Mas saberei que vivo, ou só saberei que o sei?
Nasço, vivo, morro por um destino em que não mando,
Sinto, penso, movo-me por uma força exterior a mim.
Então quem sou eu?
Sou, corpo e alma, o exterior de um interior qualquer?
Ou a minha alma é a consciência que a força universal
Tem do meu corpo por dentro, ser diferente dos outros?
No meio de tudo onde estou eu?
Morto o meu corpo,
Desfeito o meu cérebro,
Em coisa abstracta, impessoal, sem forma,
Já não sente o eu que eu tenho,
Já não pensa com o meu cérebro os pensamentos que eu sinto meus,
Já não move pela minha vontade as minhas mãos que eu movo.
Cessarei assim? Não sei.
Se tiver de cessar assim, ter pena de assim cessar,
Não me tornará imortal."
Alberto Caeiro
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Festejo à beira mar...
O Noivo - A Bela - O fotógrafo e a Paparazzo
Janeiro de 2012 (frio, muito frio)![]()
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Aponto: Como sugestão.
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Isto, ou aquilo?!
Ou isto...
E entretanto: nem isto, nem aquilo, porque...
O sol afundou-se nas ondas do mar
e adormeceu![]()